SUSTENTABILIDADE
Um conjunto de preocupações subjacentes a esta iniciativa configuram-na como um projecto de turismo sustentável.
Desde logo, o edifício não sofreu qualquer alteração ao nível do seu aspecto exterior, mantendo a estrutura original, a traça existente e a própria cor, preservando, assim, um património emblemático; o próprio processo de reconstrução utilizado tentou manter, ao máximo, procedimentos e técnicas tradicionais já existentes, potenciadores de uma equilibrada climatização e minimização de ruído; os sistemas de climatização complementares (energia solar, sistemas de electricidade de baixo consumo etc.) tiveram em consideração preocupações de equilíbrio ambiental e ecológico.
Para além disso, grande parte do mobiliário existente obedeceu a técnicas de reutilização de matéria prima que, em tempos serviu a actividade agrícola desta Casa. Assim, as madeiras de carvalho, pinho, eucalipto e castanho usadas na construção da tanoaria para armazenamento de grão, vinho e afins foram reutilizadas para a execução de mobiliário (mesas, cadeiras, bancos etc.)
Também o número de turistas a acolher, relativamente baixo, não porá em risco o sossego e a tranquilidade da aldeia, permitindo, no entanto, uma revitalização do espaço geográfico.
© Casa Morais, 2010